terça-feira, 31 de Março de 2009

Rosa Mota

Rosa Maria Correia dos Santos Mota nasceu no dia 29 de Junho de 1958, no Porto.

Rosa Mota começou a correr logo no liceu. Em 1980 conheceu o treinador que a iria orientar até ao final da carreira, José Pedroso.

Em 1982, no Campeonato Europeu de Atletismo, decorreu a primeira maratona feminina. Foi também a primeira maratona onde Rosa Mota participou. Bateu sem dificuldade Ingrid Kristiansen e ganhou o seu primeiro troféu.

Rosa Mota obtida sempre grandes resultados quando corria. A primeira maratona olímpica onde participou decorreu em Los Angeles, em 1984, onde ganhou a Medalha de Bronze. Em 1986 é campeã da Europa e em 1987 campeã do Mundo. Ganhou o ouro olímpico em 1988, nos Jogos Olímpicos de Seul, quando 2 quilómetros do final da maratona ultrapassou Lisa Martin e cortou a meta com 13 segundos de avanço.

Rosa Mota obteu um dos maiores palmarés mundial de todos os tempos.

Promoveu também a maior corrida feminina portuguesa de sempre, para angariar fundos para combater o cancro da mama. "Isso é mais que uma corrida, isso é uma caminhada para ajudar a combater o cancro de mama" disse Rosa Mota.

Gago Coutinho

Carlos Viegas Gago Coutinho nasceu no dia 17 de Fevereiro de 1869, em Lisboa.

A família de Gago Coutinho era humilde e, por isso, o sonho de tirar um curso de Engenharia na Alemanha não se realizou. Entrou, com 17 anos, na Marinha Portuguesa.

A partir de 1898, distinguiu-se como cartógrafo e geodeta, em Timor. Até 1920, Gago Coutinho passou por São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.

Fez a pé a travessia de África, onde conheceu Sacadura Cabral. Sacadura Cabral incentivou Gago Coutinho a preocupar-se com o problema de navegação aérea, que o levou a desenvolver o sextante de bolha artificial, comercializado pela empresa alemã Plath. Juntamente com Sacadura Cabral, o cartógrafo português inventou também o corretor de rumos. Para testar todas estas ferramentas, em 1921 ambos fizeram a travessia aérea entre Lisboa e Funchal.

Em 1922, para comemorar o centenário da Independência do Brasil, os dois aviadores fizeram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, onde foram muito bem recebidos em várias cidades do Brasil, tal como no regresso a Portugal. Depois disto, Gago Coutinho foi condecorado com as mais respeitadas distinções do Estado Português e várias condecorações estrangeiras.

Em 1925, começou a escrever sobre a História Náutica e fez a sua versão dos Lusíadas.

Em 1926, foi nomeado director honorário da Academia Naval Portuguesa, retirando-se da vida militar em 1939.

Em 1954, a TAP (Transportes Aéreos Portugueses) convidou Gago Coutinho para um voo experimental até ao Rio de Janeiro, num DC-4.

Com 90 anos e 1 dia, Gago Coutinho morreu no dia 17 de Fevereiro de 1959.

Joaquim Agostinho


Joaquim Agostinho nasceu no dia 7 de Abril de 1943, em Brenjenjas, Torres Vedras.

Começou a praticar ciclismo no Sporting, clube que o viu praticar perto de Casalinhos de Alfaiata, em Torres Vedras. Começou a carreira já com 25 anos, mas melhorou de tal forma que é hoje considerado o melhor ciclista português de todos os tempos.

Em 1968 começou a sua carreira internacional, tendo sido por vários dias camisola amarela na Volta a Espanha, ficando em segundo lugar na classificação final, a 11 segundos da vitória. No Tour de França, venceu a difícil etapa de Alpe d'Huez.

No dia 10 de Maio de 1984, quando liderava a Volta ao Algarve, Joaquim Agostinho atropelou um cão e caiu de cabeça no chão, sem capacete. Foi transportado para Lisboa, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.

domingo, 29 de Março de 2009

Alves Redol


António Alves Redol nasceu no dia 29 de Dezembro de 1911, em Vila Franca de Xira.

Aos 16 anos vai para Angola para procurar melhores condições de vida, mas acabou por regressar a Portugal três anos depois.

Juntou-se ao MUD (Movimento de Unidade Democrática), que se opunha ao regime do Estado Novo, e associou-se ao PCP (Partido Comunista Português), escrevendo artigos no jornal O Diabo.

O neu-realismo português foi introduzido por Alves Redol, com o romance Gaibéus, escrito em 1939. Os Gaibéus eram camponeses da Beira que faziam a ceifa do arroz no Ribatejo, em meados do séc. XX. A partir daí as suas obras revelavam preocupações sociais. Chegou a ser perseguido pela PIDE, sendo torturado na prisão.

O seu último romance foi escrito em 1962 e levou o título de Barranco de Cegos. Este livro é considerado a obra-prima de Alves Redol.

Morreu um mês antes de completar 58 anos, no dia 29 de Novembro de 1969, em Lisboa.

quinta-feira, 26 de Março de 2009

José Hermano Saraiva


José Hermano Saraiva nasceu no dia 3 de Outubro de 1919, em Leiria.

Em 1941, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas e em 1942 em Ciências Jurídicas. Foi também professor liceal, Director do Instituto de Assistência aos Menores e Reitor do Liceu D. João de Castro. Foi ainda deputadado da Assembleia da República, procurador da Câmara Corporativa e leccionou no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina da Universidade Técnica de Lisboa, durante o ano lectivo de 1962/1963.

Entre 1968 e 1970 foi Ministro da Educação e, entre 1972 e 1974, foi Embaixador no Brasil.

Actualmente é membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Portuguesa da História e da Academia de Marinha em Portugal e, ainda, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, no Brasil.

Em Portugal foi distinguido com a Grã-Cruz da Instrução Pública, a Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho e com a Comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e, no Brasil, com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco. No programa Grandes Portugueses da RTP, José Hermano Saraiva ficou em 26.º lugar.

José Hermano Saraiva faz actualmente um programa de História de Portugal, na RTP 2, chamado A Alma e a Gente. Anteriormente tinha também feito programas como O Tempo e a Alma (RTP 1, 1972) e Horizontes da Memória (RTP 2, 1996).

Escreveu também vários volumes sobre História de Portugal e uma colecção de fotografias da sua vida.

quarta-feira, 25 de Março de 2009

Manuela Ferreira Leite


Maria Manuela Dias Ferreira Leite nasceu no dia 3 de Dezembro de 1940, em Lisboa.

Cresceu em Lisboa e frequentou o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho e o Liceu D. João de Castro. Licenciou-se em Economia com 16 valores.

Foi bolseira do Estudo dos Aspectos Económicos da Educação, entre 1963 e 1964, e investigadora do Centro de Economia e Finanças da Fundação Calouste Gulbenkian, de 1964 a 1952. Dirigiu o departamento de Estatística do Instituto de Participações do Estado, entre 75 e 77, e até 1986 foi coordenadora do Núcleo de Finanças Públicas e Mercado de Capitais do Banco de Portugal. Entre 1986 e 1990 foi directora-geral da Contabilidade Pública do Ministério das Finanças e, em 1995 foi chefe de Delegação Portuguesa durante a IV Conferência Mundial da ONU sobre mulheres.

É militante do PSD (Partido Social Democrata) e já foi Ministra da Educação (1993-1995) e Ministra de Estado e das Finanças, entre outras importantes funções.

Foi já distinguida com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Foi a primeira mulher portuguesa a ser eleita para chefiar um partido, neste caso o PSD, que dirige desde 31 de Maio de 2008, eleita com 37%, derrotando assim Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes e Mário Patinha Antão.

Colabora com os jornais Expresso, Jornal de Notícias e Público. Fala também no Falar Claro, da Rádio Renascença.

Ferreira Leite é bisneta de José Dias Ferreira (lente de Direito da Universidade de Coimbra e ainda Presidente do Ministério da Monarquia Consituicional); neta de José Eugénio Dias Ferreira (lente do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras); irmã de Júlia Dias Ferreira de Almeida Flor (Professora Jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e de Dias Ferreira (advogado e comentador desportivo).



Zeca Afonso

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu no dia 2 de Agosto de 1929, em Aveiro.

Foi criado pelos tios, em Aveiro, até aos seus três anos. Foi depois viver com os seus pais e irmãos, que estavam em Angola. Em 1937 volta para Aveiro, mas no mesmo ano volta para África, para Moçambique, onde se volta a encontrar com os pais e irmãos em Maputo (na altura a cidade era conhecida por Lourenço Marques). Em 1938, volta novamente para Portugal, instalando-se em Belmonte, com o tio Filomeno, que era na altura Presidente da Câmara de Belmonte.

Em 1940 vai para Coimbra e começa a cantar no Liceu D. João III. O fado de Coimbra era muito cantado por si.

Inspirou-se no Bairro do Barredo (um bairro miserável situado no Porto) para cantar O Menino do Bairro Negro.

Durante 1958 e 1959 foi professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.

Parte novamente para Moçambique, em 1964, onde é perseguido e detido pela PIDE.

Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se uma figura de resistência democrática, mantendo ligações com a LUAR (Liga Unitária de Acção Revolucionária) e o PCP (Partido Comunista Português). Todos estes contactos lhe custaram várias detenções.

Em 1971 edita o álbum Cantigas de Maio, no qual aparece o famoso tema Grândola Vila Morena. Este tema foi considerado um símbolo do 25 de Abril.

Mesmo depois da Revolução dos Cravos, Zeca Afonso continua a cantar. A sua intervenção política também não parou e apoiou o PREC (Processo Revolucionário em Curso) e a candidatura de Otelo Saraiva de Carvalho a Presidente da República.

Os últimos espectáculos, que deu já doente, foram no Coliseu do Porto e no Coliseu de Lisboa. Em 1986 é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas Zeca recusa.

Em 1985 edita o seu último álbum chamado Galinhas de Mato, que não foi terminado devido à sua doença. Devido a isso, o álbum foi completo por Sérgio Godinho, José Mário Branco, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas.

Em 1986, já na fase terminal da sua vida, Zeca Afonso apoia a candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo à presidência da República.

Morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, às três da madrugada, no Hospital de Setúbal, vítima de ELA (esclerose lateral amiotrófica).


terça-feira, 24 de Março de 2009

Poema Semanal


Jardim


O jardim tem folhas,
Relva e flores
Às vezes atá animais
Que são uns amores.


Têm vários cheiros,
Odores e aromas
Muitas e muitas cores
E ainda mais formas.


Os jardineiros orgulhosos
Vêm os seus legumes a crescer
Pois se não fossem as suas plantações
Nunca iriam comer.

D. Afonso III "O Bolonhês"


D. Afonso III nasceu em Coimbra, no dia 5 de Maio de 1210.

Sendo ele segundo filho não poderia herdar o trono português, foi, portanto, para França, onde se casou com D. Matilde de Bolonha. Afonso tornou-se então Conde de Bolonha.

Em Portugal, os conflitos entre D. Sancho II e a Igreja eram já insuportáveis, por isso o Papa Inocêncio IV mandou a substituição do Rei. D. Afonso cumpriu a ordem e foi aclamado Rei de Portugal em 1248.

Afonso deixou Bolonha e a sua mulher, D. Matilde. Casou-se depois com D. Beatriz de Castela. Este casamento gerou revolta por parte de D. Matilde, pois esta ainda estava casada com D. Afonso. O assunto ficou resolvido com a morte de D. Matilde. Mas o casamento de D. Afonso com D. Beatriz teve vários benefícios, pois a princesa castelhana recebeu uma grande herança do pai, D. Afonso X.

O novo Rei de Portugal não quis fazer o mesmo erro que o irmão e começou a prestar mais atenção à classe média dos mercadores e aos pequenos proprietários.

Estando os assuntos internos resolvidos, D. Afonso III preocupou-se com a conquista de várias cidades. O Algarve foi definitivamente conquistado em 1249. Desde esse ano, as fronteiras de Portugal não se alteraram mais. Mas esta conquista gerou problemas, pois Castela protestou dizendo que o Algarve lhe pertencia. Depois de muitas guerras entre os dois países, foi assinado, em 1267, o Tratado de Badajoz.

Já no final da sua vida, D. Afonso esteve envolvido em conflitos com a Igreja, que lhe valeu a excomunhão.

Antes de morrer, D. Afonso III jurou obediência à Igreja e devolveu-lhe tudo o que tinha tirado. Acabou por morrer no dia 16 de Fevereiro de 1279. O Arcebispo de Alcobaça levantou a excomunhão a D. Afonso, que acabou por ser sepultado no Mosteiro de Alcobaça.


Porquê o cognome?

D. Afonso III teve o cognome de "O Bolonhês" devido ao facto de se ter casado com D. Matilde, Condessa de Bolonha.

Sidónio Pais


Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais nasceu no dia 1 de Maio de 1872, em Caminha. Era filho de Sidónio Alberto Pais e de Rita da Silva Cardoso Pais. Casou-se com Maria dos Prazeres Martins Bessa. Deste casamento nasceram cinco filhos. O pianista Bernardo da Costa Sassetti Pais é seu bisneto.

Em 1888 entrou para a Escola do Exército, tendo sido um aluno brilhante e chegando ao posto de major em 1916.

Licenciou-se em Matemática na Universidade de Coimbra. Foi nomeado vice-reitor nessa mesma universidade, sendo reitor Manuel de Arriaga.

A 7 de Novembro de 1911 foi nomeado Ministro das Finanças, cargo que exerceu até 1912.

A 17 de Agosto foi nomeado embaixador de Portugal de 1912 foi nomeado embaixador de Portugal em Berlim, em plena Guerra Mundial. Deixou de exercer o cargo em 1916, altura em que a Alemanha declarou guerra a Portugal.

Depois de algumas revoluções contra outros partidos portugueses e conseguindo mandar Bernardino Machado para o exílio, Sidónio Pais passou a ser Ministro da Guerra e ainda Ministro dos Negócios Estrangeiros. Até novas eleições, Sidónio exerceu o cargo de Presidente da República.

Sidónio Pais formou uma nova maneira de mandar, tirando poder a ministros e secretários de estado. Desde a Monarquia Absoluta que não acontecia tal coisa, daí a alcunha Presidente-Rei.

No dia 28 de Abril de 1918, é proclamado Presidente da República com 470 831 votos.

Entretanto, em Abril de 1918, as forças do Corpo Expedicionário Português são massacradas na Batalha de La Lys, sem que o governo português desse reforços para abastecimento das tropas, o que criou grande contestação em Portugal. A partir do Verão desse mesmo ano, as tentativas de por fim ao regime de Sidónio Pais tornaram-se muito violentas.

No dia 5 de Dezembro de 1918, Sidónio Pais sai ileso de uma tentativa de atentado, durante uma cerimónia de condecoração. Dias depois, Sidónio não teve tanta sorte e foi assassinado na Estação do Rossio no dia 14 de Dezembro, por José Júlio da Costa.
O funeral de Sidónio Pais atraiu dezenas de milhares de pessoas. Funeral esse que contou com vários incidentes. O seu túmulo está no Panteão Nacional.

quarta-feira, 18 de Março de 2009

Aldeia da Pena


A Aldeia da Pena situa-se no distrito de Viseu, perto da Serra de S. Macário.

Tem 8 habitantes e apenas 10 casas, com 2 famílias.

A RTP já fez uma reportagem sobre esta aldeia. Que pode ser vista neste link: http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/emreportagem/?k=1-parte-do-programa-de-2009-03-04.rtp&post=1091.

terça-feira, 17 de Março de 2009

José Pedro Gomes


José Pedro Gomes nasceu no dia 28 de Dezembro de 1951, em Lisboa.

Em 1970, completa a sua formação no Théâtre du Soleil.

Iniciou a sua actividade em 1976, tendo trabalhado com vários artistas como Fernando Gusmão (no Teatro Proposta), Carlos Fernando (no Teatro da Graça), António Solmer (no Teatro Cornucópio), etc.

Trabalhou também na televisão, onde fez, com Herman José, os programas Casino Royal (1989), Crime na Pensão Estrelinha (1987), Herman Enciclopédia (1997), Herman 98 (1998), Herman 99 (1999), O Lampião da Estrela (2000).

No cinema, entrou em filmes de Manuel Mozos, Margarida Cardoso, José de Pina, José Sacramento, Leonel Vieira, entre outros.

Trabalha também para a rádio, na TSF, no programa Os Cromos TSF.

Fez dupla com António Feio na série Conversa da Treta. Treta essa que chegou a filme (Filme da Treta)e depois ao teatro. Actuaram juntos pela última vez no Casino Lisboa (A Verdadeira Treta), e vão agora actuar no Centro Cultural de Congressos, nas Caldas da Rainha. José Pedro Comes participou também no grupo Monty Phython.

segunda-feira, 16 de Março de 2009

Padeira de Aljubarrota/Brites de Almeida

Brites de Almeida nasceu, provavelmente, em Faro, por volta de 1350.

Era filha de pais pobres, que eram donos de uma pequena taberna. A lenda conta que era uma menina feia, com seis dedos nas mãos. Por volta dos 26 anos tornou-se orfã, mas diz-se que isso não a terá afectado muito.

Foi vendida como escrava em Espanha por piratas que atacaram um navio que a levava para os nossos vizinhos.

Foi para Aljubarrota, onde se casou e abriu uma padaria. Era em Aljubarrota que estava quando se deu a batalha entre portugueses e castelhanos, para decidir a independência do país. Conta a lenda que sete castelhanos fugiram e se refugiaram na padaria de Brites de Almeida. Brites disse para os castelhanos se refugiarem no seu forno. Quando eles entraram, a padeira acendeu o lume e matou os castelhanos. Outra versão do acontecimento dizem que Brites encontrou os castelhanos adormecidos no seu forno, depois de se terem refugiado ali, e matou-os com a sua pá.

Vários historiadores dizem que tudo isto não passa de uma grande lenda, e que Brites de Almeida nunca terá existido na realidade. Porém, a Padeira de Aljubarrota (assim ficou conhecida) ficou célebre por esta história e ainda é uma grande personagem portuguesa.

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Júlio Dinis


Joaquim Guilherme Gomes Coelho nasceu no dia 14 de Novembro de 1839, no Porto.

Formou-se em Medicina na Escola Médica do Porto, onde foi professor. Mas foi a Literatura que mais ocupou a sua vida, usando o principal pseudónimo Júlio Dinis, com que ficou mais conhecido (o pseudónimo é um nome diferente do nome real da pessoa. Um dos homens mais conhecidos em Portugal que usou pseudónimos foi Fernando Pessoa). Para além de poesia e teatro, Júlio Dinis distinguiu-se também como romancista.

Júlio Dinis sofria de tuberculose, o que fez com que se muda-se para a Madeira e Ovar. Estas terras tiveram várias influências nos seus poemas, onde demonstrava grande preocupação com as aldeias e gentes de lá.

Historiadores dizem que Júlio Dinis terá vivido em Grijó, Vila Nova de Gaia, em vez de Ovar. Esta afirmação deriva de obras como A Morgadinha dos Canaviais e As Pupilas do Senhor Reitor.

Júlio Dinis acabou por morrer com 31 anos, vítima de tuberculose, no dia 12 de Setembro de 1871.

terça-feira, 10 de Março de 2009

Alexandre O'Neill


Alexandre Manuel Vhaía de Castro O'Neill de Bulhões nasceu no dia 19 de Dezembro de 1924, em Lisboa. É descendente de irlandeses.

Em 1948 funda o Grupo Surrealista de Lisboa, juntamente com Mário Cesariny, José Augusto França, António Pedro e Vespeira. Nesse mesmo ano publica A Ampola Miraculosa.

O Grupo Surrealista separa-se e dá origem ao Grupo Surrealista Dissidente, que depois também acaba. Mas Alexandre O'Neill permanece sempre com ideias surrealistas.

É da autoria de Alexandre O'Neill o lema poblicitário "Há mar e mar, há ir e voltar."

Gravou o disco Alexandre O'Neill Diz Poemas de Sua Autoria.

Em 1982 recebe o prémio da Associação de Críticos Literários.

Alexandre O'Neill foi perseguido e preso pela PIDE.

Morreu a 21 de Agosto de 1986, em Lisboa.

Poema Semanal


Outono

Outono no Inverno
Não é normal
Mas no calor do Verão
Não faz nada mal.

As folhas vêm castanhas,
Vermelhas amarelas
Vou a passear
E ouço o som delas


Tenho que ir para a rua agasalhado
Ou apanho um resfriado
Pois logo a seguir vem o Inverno
E eu tenho que estar preparado.

sexta-feira, 6 de Março de 2009

Sebastião da Gama


Sebastião Artur Cardoso da Gama nasceu no dia 10 de Abril de 1924, em Vila Nogueira de Azeitão.

Em 1947, conclui o curso de curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ainda nesse ano começa a ser professor em Lisboa, Setúbal e Estremoz.

Colaborou com as revistas Árvore e Távola Redonda.

Sebastião da Gama ficou na história pela sua dimensão humana, nomeadamente no convívio com os alunos.

Foi atigido pela tubercolose, que lhe provocaria a morte no dia 7 de Fevereiro de 1952, em Lisboa.

Foi também poeta, estriando-se com Serra Mãe, no ano de 1945. Escreveu também Loas a Nossa Senhora da Arrábida (1946), Cabo da Boa Esperança (1947) e Campo Aberto (1951). Depois da sua morte foram publicados Pelo Sonho é que Vamos (1953), Diário (1958), Itinerário Paralelo (1967), O Segredo é Amar (1969) e Cartas I (1994).

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Egas Moniz

António Caetano de Abreu Freire nasceu no dia 29 de Novembro de 1874, em Avanca. O seu tio e padrinho, Caetano de Pina Resende Abreu Sá Freire, insistiu para que o apelido do sobrinho fosse Egas Moniz, pois a família descendia directamente de Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques.

Formou-se em medicina na Universidade de Coimbra. Em 1911 é transferido para a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Em 1950, é fundado, no Hospital Júlio de Matos, o Centro de Estudos Egas Moniz. O próprio Egas Moniz é presidente do Centro. Em 1957, o Centro de Estudos é transferido para o Hospital de S. Maria, onde existe ainda o Museu Egas Moniz.

Egas Moniz contribuiu muito para a medicina quando conseguiu dar visibilidade às artérias do cérebro. Este feito abriu caminhos para as cirurgias cerebrais.

Egas Moniz foi também fundador do Partido Republicano Centrista; foi apoiante do regime de Sidónio Pais, durante o qual foi embaixador de Portugal em Madrid e Ministro dos Negócios Estrangeiros e viu o seu partido fundir-se com o Partido Sidonista (esta fusão deu origem ao Partido Nacional Republicano). Escreveu também livros, destacando-se as obras A nossa casa e Confidências de um investigador científico.


Egas Moniz ganhou o Prémio Nobel da Medicina, no ano de 1949. Antes disso, tinha já sido nomeado nos anos de 1928, 1933, 1937 e 1944.

Faleceu em Lisboa, no dia 13 de Dezembro de 1955.


quarta-feira, 4 de Março de 2009

Filipe La Féria

Filipe La Féria nasceu no dia 17 de Maio de 1945, em Vila Nova de São Bento.

Começou a sua actividade teatral como actor em 1963, no Teatro Nacional. Pertenceu também a companhias como Teatro Estúdio de Lisboa, Teatro Experimental de Cascais (onde foi assistente de Victor Garcia, na peça As Criadas), Casa da Comédia (onde foi director por 16 anos) e Teatro da Cornucópia.

Estudou encenação em Londres. Quando foi director da Casa da Comédia, revelou autores como Marguerite Yourcenar, Marguerite Duras, Mishima, Agustina Bessa-Luís ou Mário Cláudio.

Em 1990, escreve What happened to Madalena Igtésias. Mais tarde, aceita o convite para ser autor, encenador e cenógrafo da peça Passa por Mim no Rossio.

Reconstruiu o Teatro Politeama e apresenta lá várias peças.

Contribuiu também para a televisão, produzindo vários programas como Grande Noite, Cabaret, Saudades do Futuro e Comédias de Ouro.

Produziu muitos mais espectáculos e foi considerado a figura do ano, na área de teatro, nos Globos de Ouro de 2000; escreveu o musical Amália que estreia no Politeama e é visto por mais de 16 milhões de pessoas em França e Suíça e foi condecorado com a Grande Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República, Dr. Mário Soares.

Foi professor na Universidade Independente, na disciplina de Arte e Imagem.

Continua ainda a encenar e os seus espectáculos atraem multidões.




Poema Semanal


Praia

As férias são solarengas
Quando vamos para a praia
Os rapazes vêm de calções
E as raparigas de saia.

No mar chapinhamos
Nadamos e brincamos.
Na areia fazemos castelos
Grandes e muito belos.

Comemos gelados e doces
Que compramos nos cafés e nos bares
Acaba assim um dia em grande
E voltamos para os nossos lares.

segunda-feira, 2 de Março de 2009

Panteão Nacional


O Panteão Nacional situa-se em Lisboa.

Antes de se construir o panteão, existia naquele local uma igreja chamada Igreja de S. Engrácia, construída em 1568, por ordem da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I.

A Igreja foi alvo de roubo, por volta de 1630. Foi acusado Simão Solis, um fidalgo que passava muitas vezes por ali, pois namorava com uma freira. Foi condenado a morrer na fogueira. Quando ia ser queimado, disse que era "tão verdade ele ser inocente como as obras da igreja nunca mais acabarem."

O verdadeiro ladrão viria, mais tarde, a confessar o roubo.

A igreja acabou por ruir duas vezes. As obras de reconstrução demoraram tanto tempo que se começou a utilizar a expressão "Obras de S. Engrácia."

Em 1916 começa a ter as funções de Panteão.

As leis diziam que se tinha que se esperar quatro anos para do corpo, de uma personalidade importante, poder ser transportado para o Panteão, ou, podendo também dizer-se, ter honra de Panteão (a Honra de Panteão é a maior Honra depois da Morte). A única excepção foi de Amália Rodrigues, que apenas esperou 2 anos.


Estão no Panteão Nacional especialmente escritores e presidentes.

Personalidades sepultadas no Panteão Nacional:
  • Almeida Garrett, escritor (1799-1854)
  • João de Deus, escritor (1830-1896)
  • Manuel de Arriaga, Presidente da República (1840-1917)
  • Teófilo Braga, Presidente da República (1843-1924)
  • Guerra Junqueiro, escritor (1850-1923)
  • Óscar Carmona, Presidente da República (1869-1951)
  • Sidónio Pais, Presidente da República (1872-1918)
  • Aquilino Ribeiro, escritor (1885-1963)
  • Humberto Delgado, marechal e opositor ao Estado Novo (1906-1965)
  • Amália Rodrigues, fadista (1920-1999)

O Panteão Nacional tem também cenotáfios (pequenos memoriais a personagens ilustres que estão sepultadas noutro local ou em sítio desconhecido) de várias figuras da História de Portugal:
  • Nuno Álvares Pereira, cavaleiro e Condestável (1360-1431)
  • Infante D. Henrique, filho de D. João I (1394-1460)
  • Vasco da Gama, navegador (1469-1524)
  • Pedro Álvares Cabral, navegador (1467?-1520?)
  • Afonso de Albuquerque, militar e navegador (1462-1515)
  • Luís Vaz de Camões, poeta (1524-1580)