quinta-feira, 28 de maio de 2009

Álvaro Cunhal


Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu nos dia 10 de Novembro de 1913, em Coimbra.

A infância foi passada em Seia (Guarda). O seu pai retirou-o da escola primária porque não queria que o filho aprendesse com uma «professora primária autoritária e a menina-de-cinco-olhos». A menina-de-cinco-olhos era a régua com que se batia nos alunos.

Com onze anos, Álvaro Cunhal muda-se, juntamente com a família, para Lisboa. Aí frequentou o Liceu Camões, tendo seguido depois para a Universidade de Lisboa onde começou a vida de revolucionário.

Em 1931 vai para o PCP (Partido Comunista Português) e integra a Liga de Amigos da URSS e ainda o Socorro Vermelho Internacional.

Na década de 30, Álvaro Cunhal colaborou com jornais, como Seara Nova e O Diabo, e nas publicações do PCP em Avante e O Militante.

Devido às oposições ao Estado Novo, Álvaro Cunhal foi preso pela PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado) em 1937, 1940 e de 1949 a 1960, num total de 13 anos isolado. Em 1960 consegue fugir da prisão em Peniche.

O PCP transfere Álvaro Cunhal para Moscovo, Rússia, e mais tarde para Paris, França.

Em 1968, Álvaro Cunhal preside a Conferência dos Partidos Comunistas da Europa Ocidental.

O regresso a Portugal passou-se cinco dias depois da Revolução dos Cravos (25 de Abril de 1974), e foi ministro dos I, II, III e IV governos provisórias e deputado à Assembleia da República entre 1975 a 1992.

Além de político, Álvaro Cunhal foi também pintor e escritor, escrevendo com o pseudónimo de Manuel Tiago.

Teve uma filha chamada Ana Cunhal, que nasceu no dia 25 de Dezembro de 1960.

Nos últimos anos de vida ficou cego, devido à sua doença de glaucoma. Acabou por morrer no dia 13 de Junho de 2005, em Lisboa, com 91 anos, e o seu funeral, dois dias depois, reuniu 250000 pessoas. O corpo foi cremado, tal como pedira.

1 comentário:

Didas disse...

Então sebasti, as férias estão a ser boas?