quarta-feira, 29 de abril de 2009

Canto e Castro


João do Canto e Castro Silva Antunes Júnior nasceu 19 de Maio de 1862, em Lisboa.

Andou no Colégio Luso-Britânico e na Real Escola Naval. Foi oficial da armada e chegou mesmo a almirante, depois de percorrer todo o império português.

Em 1892, Canto e Castro casou com Mariana de Santo António Moreira Freire Correia Manoel Torres de Aboim, de onde nasceram três filhos, existindo ainda descendência. No mesmo ano foi nomeado governador de Moçambique.

Em 1908 torna-se deputado. No início da República, Canto e Castro dirigiu a Escola de Alunos Marinheiros, em Matosinhos, e chefiou o Departamento Marítimo do Norte. Em 1915, conduziu a Escola Prática de Artilharia Naval. Durante o governo de Sidónio Pais, Canto e Castro foi director dos Serviços do Estado-Maior Naval e Secretário de Estado da Marinha. Tornou-se também Ministro da Marinha.

Canto e Castro tornou-se Presidente da República no dia 16 de Dezembro de 1918, depois de terem assassinado Sidónio Pais.

Durante o seu mandato houve duas tentativas de revolução. A primeira decorreu em Santarém, passado pouco tempo da sua aclamação, e a segunda foi uma revolução monárquica, em Janeiro de 1919.

Terminou o seu mandato no dia 5 de Outubro de 1919.

Morreu em Lisboa, a 14 de Março de 1934.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Poema Semanal

Ventre da "Mamã"

O bebé estava dentro do ventre
Bem aconchegado e confortável
Adorava lá estar
No ventre da "mamã" amável.

Nove meses passaram
E o bebé nasceu de saúde sã
Mas só desejava uma coisa
O ventre da "mamã."

Na primavera ia sem mangas
No outono com roupas de lã
Mas só desejava uma coisa
O ventre da "mamã."

Já não se lembrava do passado
E já nem vivia o presente
A "mamã" já tinha morrido
E o velho já não se recordava do ventre.


Poema original de: Mikaell Soulton

Florbela Espanca


Flor Bela de Alma da Conceição Espanca nasceu no dia 8 de Dezembro de 1894, em Vila Viçosa. A sua mãe não a reconheceu como sua filha, e Florbela foi entregue aos cuidados do pai (que só saberia que era realmente pai dela muitos anos depois da morte de Florbela) e da sua mulher.

A Vida e a Morte foi o primeiro livro de poemas de Florbela Espanca, escrito em 1903. Em 1913, casou-se no dia de aniversário, com Alberto Moutinho. Em 1917 acaba o curso de letras e inscreve-se no curso de Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso.

Sofreu um aborto involuntário em 1919, escrevendo nesse mesmo ano Livro das Mágoas. É a partir desta altura que Florbela começa a mostrar sérios desequilíbrios mentais.

Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho e no, ano seguinte, casa-se pela segunda vez com António Guimarães.

Em 1923, Florbela publica O Livro de Soror Saudade.

O marido de Florbela pede o divórcio, depois de Florbela sofrer novo aborto. Em 1925 casa-se uma terceira vez, com Manuel Laje.

Florbela escreve As Máscaras do Destino inspirando-se na morte do irmão, que a abalou muito.

Tentou suicidar-se duas vezes, nas vésperas da publicação da sua obra Charneca em Flor. Acabou mesmo por morrer, suicidando-se no dia do seu aniversário, no dia 8 de Dezembro de 1930.

sábado, 25 de abril de 2009

Salgueiro Maia

Fernando José Salgueiro Maia nasceu no dia 1 de Julho de 1944, em Castelo de Vide. Era filho de Francisco da Luz Maia e de Francisca Silvéria Salgueiro.

Andou na escola primária de S. Torcato, em Coruche, mudando-se para Tomar e concluiu mais tarde o ensino Secundário, em Leiria, na actual Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo.

Em Outubro de 1964, vai para a Academia Militar, em Lisboa, e dois anos depois apresenta-se na EPC (Escola Prática de Cavalaria), em Santarém. Em 1968 é posto na 9.ª Companhia de Comandos, e vai para o Norte de Moçambique, enquanto decorria a Guerra Colonial, cuja presença lhe valeu o posto de Capitão, em 1970. No ano seguinte, em Julho, parte para a Guiné, onde fica até 1973, ano em que regressa a Portugal.

Foi por esta altura que se iniciaram as reuniões clandestinas do MFA (Movimento das Forças Armadas). Depois do 16 de Março de 1974, nas Caldas da Rainha, Salgueiro Maia comanda, juntamente com outros soldados, a coluna de carros de combate que faz o cerco aos Ministérios do Terreiro do Paço, obrigando o Primeiro-Ministro, Marcelo Caetano, a abdicar da pasta do governo, entregando-a a António Spínola, que viria mais tarde a ser Presidente da República. Salgueiro Maia conduziu Marcelo Caetano até ao avião que levaria o ex-Primeiro-Ministro para o exílio no Brasil. Esta revolução, conduzida por Salgueiro Maia, no dia 25 de Abril, ficou conhecida como a Revolução dos Cravos, devido aos cravos que foram entregues por uma vendedora de flores, e foram postos nas espingardas e nos tanques.


Em 1981 é promovido a Major. Em 1983 recebe a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. Recusa também ser membro do Conselho da Revolução, governador civil de Santarém e fazer parte da Casa Militar da Presidência da República.

Em 1989 foi diagnosticada a Salgueiro Maia uma doença cancerosa que o acabaria por matar no dia 4 de Abril de 1992. Mesmo depois de morto, Salgueiro Maia recebeu o grau de Grande Oficial da Ordem da Torre e Espada e a Medalha de Ouro de Santarém.