sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Corgas


Corgas é uma aldeia na freguesia de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

Tem 162 habitantes, o que significa que é bem pequena.

Aquilino Ribeiro


Aquilino Gomes Ribeiro nasceu no dia 13 de Setembro de 1885, em Tabosa do Carregal (Viseu).

Começou por escrever A Filha do Jardineiro em 1907, dando início a uma grande obra literária. Caracterizado pela sua maneira de escrever, sendo, por vezes, difícil de entender a sua obra, devido ao seu vasto conhecimento de palavras e utilizando a pronuncia da sua região.

É considerado um dos maiores escritores da Língua Portuguesa, com uma vasta obra literária.

Morreu no dia 27 de Maio de 1963, em Lisboa

Contos

  • A Filha do Jardineiro (1907)
  • Jardim das Tormentas (1913)
  • Valeroso Milagre (1919)
  • Estrada de Santiago (1922)
  • Quando ao Gaivão Cai a Pena (1935)
  • Arca de Noé I, II e III (todos de 1963)
  • Sonhos de um Noite de Natal (1934)

Romances e novelas

  • A Via Sinuosa (1918)
  • Terras do Demo (1919)
  • Filhas da Babilónia (1920)
  • Andam Faunos pelos Bosques (1926)
  • O Homem Que Matou o Diabo (1930)
  • A Batalha sem Fim (1932)
  • As Três Mulheres de Sansão (1932)
  • Maria Benigna (1933)
  • Aventura Maravilhosa (1936)
  • S. Bonaboião, Anacoreta e Mártir (1937)
  • Mónica (1939)
  • O Servo de Deus e a Casa Roubada (1941)
  • Volfrâmio (1943)
  • Lápides Partidas (1945)
  • Caminhos Errados (1947)
  • O Arcanjo Negro (1947)
  • Cinco Réis de Gente (1948)
  • A Casa Grande de Romarigães (1957)
  • Quando os Lobos Uivam (1958)
  • Casa do Escorpião (1963)
  • O Romance da Raposa (1959)

Poema Semanal

O Espaço

O Espaço tem planetas
Astros e estrelas
Luas e satélites
E grandes cometas.

É escuro e sem som
Não tem vida nem ar
Não tem crianças sorridentes
Nem sequer um pouco de mar.

Vão nas suas naves
Os astronautas pesquisar
Mas não demoram muito tempo
E à terra vão voltar.
Poema original de: Sandro N. Barroso

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Poema Semanal


Se eu fosse aquele rio
Se eu fosse o Douro
No Porto passaria
Enjoado de ver pontes ficaria
Ponte D. Luís, ponte Arrábida, ponte Maria Pia…
E no fim para o estômago acalmar
Uma francesinha iria comprar.

Se eu fosse o Tejo
Em Lisboa passaria
O presidente cumprimentaria
O grito do golo ouviria
A ponte 25 de Abril veria
E à noite ao Cristo Rei rezaria.

Se eu fosse o Guadiana
Em Vila Real de S. António passaria
Viria as ruas todas certinhas
Com os atuns falaria
E no Verão
Em Portimão passaria.

Se eu fosse o Minho
Em Caminha passaria
As casas das enguias visitaria
Os homens a pescar lampreia veria
Ao forte iria
E as estradas mais lisas veria.

Se eu fosse o Mondego
Na Figueira da Foz passaria
No Inverno congelado ficaria
Pois na Serra da Estrela viveria
Uma caldeirada comeria
E antes de chegar ao mar cansado ficaria.

Se eu fosse o Sado
Em Setúbal passaria
Carapau comeria
Choco veria
Os R’s reforçaria
E pelo estádio do Bonfim passaria.

D. Sancho II "O Capelo"


D. Sancho II nasceu no dia 8 de Setembro de 1209, em Coimbra.

Era filho de D. Afonso II e de D. Urraca.

Durante os primeiros anos de governo de Sancho, Portugal estava em conflito com a Igreja Católica, pois D. Afonso II tentou diminuir os poderes da Igreja em Portugal. D. Sancho assinou assim um tratado com o Papa, mas demorou a executá-lo, pois ele queria conquistar territórios da Península Ibérica.

O Bispo do Porto apresentou uma ceixa contra D. Sancho II ao Papa. O Papa tinha o poder de dar o poder a outra pessoa. O Papa perguntou ao povo quem eles queriam como Rei, e decidiram que fosse D. Afonso, irmão de D. Sancho II, que estava em França, com o título de Conde de Bolonha. Assim que ouviu a proposta, D. Afonso veio para Portugal e travou várias batalhas com o irmão, saíndo sempre vitorioso. Durante as batalhas, a mulher de D. Sancho II, D. Mécia Lopes de Haro, foi raptada. Conta-se que ela pode ter contribuído no rapto.

D. Sancho II saíu do trono português e foi para o exílio em Toledo, cidade onde morreu no dia 4 de Dezembro de 1248.


Porquê o cognome?

D. Sancho II recebeu o cognome de "O Capelo" porque, quando era mais novo, era marreco. O pai não queria que as pessoas descobrissem, por isso pôs um capelo (manto) nas costas de D. Sancho.

Bernardino Machado

Bernardino José Machado Guimarães nasceu no dia 28 de Março de 1951, no Rio de Janeiro, Brasil.

Bernardino Machado era filho de Luís Machado Guimarães, barão de Joane, e da segunda mulher deste, Praxedes de Sousa Guimarães. Foi baptizado com o nome do seu avô materno. Viveu a sua infância no Brasil, até aos 9 anos, quando a família se mudou para Joane, em Famalicão.

Estudou Matemática na Universidade de Coimbra, tendo optado depois pela Filosofia. Foi um excelente aluno e mais tarde foi professor.

Em 1872 optou pela nacionalidade portuguesa.

Em 1882, no Porto, Bernardino Machado casou com Elisa Dantas Gonçalves Pereira, também brasileira. Deste casamento nasceram 18 filhos.

Durante a Monarquia, Bernardino foi deputado do Partido Regenerador, par do Reino e Ministro das Obras Públicas, Comércio e Industria.

Já na República, foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e o primeiro embaixador de Portugal no Brasil.

No dia 6 de Agosto de 1915, Bernardino Machado foi eleito Presidente da República. Este governo durou por volta de 2 anos, pois Sidónio Pais, juntamente com uma junta militar, dissolveu o Congresso e fez com que Bernardino Machado abandona-se o país.

No entanto, no dia 11 de Dezembro de 1925, Bernardino Machado volta a ser Presidente, com mais 4 votos do que na primeira eleição. Mas a 28 de Maio de 1926, dá-se uma nova revolta e, a 31 de Maio, Bernardino sai do poder.

Morreu em Famalicão, no dia 28 de Abril de 1944.

Poema Semanal


Rosa d'Água

Vive no rio
E cresce sem mágoa.
Só pode ser
A Rosa d'Água.

Tem as folhas transparentes
E as pétalas bem azuladas.
Tem um cheiro amoroso
Que a põem bem amada.

Se a arrancarem não morre
Mas fica branca como a Lua.
Se a pousarem num belo jarro
Fica mais bela Rosa d'Água.

Xutos e Pontapés


Os Xutos e Pontapés são um grupo português constituidos por 5 membros: Tim (vocalista e baixo), Kalú (bateria), Zé Pedro (guitarra), João Cabeleira (guitarra) e Gui (saxofone).

Os Xutos foram criados em 1978, dando o primeiro concerto em 1979, com Zé Leonel como vocalista. Este concerto foi dado na sala Alunos de Apolo, para celebrar os 25 anos do Rock & Roll.

Em 1981, o guitarrista Francis entra na banda e saiu Zé Leonel, ficando Tim como vocalista. Em 1983, sai Francis e entra o saxofonista Gui. No mesmo ano, João Cabeleira assume o cargo de guitarrista.

Na década de 90, Tim canta na banda Resistência, Zé Pedro e Kalú abrem o bar Johnny Guitar e integram a banda de Jorge Palma, os Palma's Gang.

Em 1999, os Xutos fazem a tournée XX Anos ao Vivo, dando 80 concertos.

Em 2004, foram homenageados pelo Persidente Jorge Sampaio. No mesmo ano, deram 2 concertos no Pavilhão Atlântico, para celebrar 25 anos.

Em 2005, os Xutos fizeram a Tournée dos 3 Desejos.

Os Xutos e Pontapés são hoje uma das bandas portuguesas mais conhecida e adorada em Portugal, atuando já com Rui Veloso, cantando no Gato Fedorento e tendo várias músicas do grupo no musical de António Feio, Sexta Feira 13. As suas canções mais conhecidas são: Circo de Feras, Ai se Ele Cai, Homem do Leme, Remar, Remar, Contentores, A Minha Casinha, entre outros temas.

Sophia de Mello Breyner Andresen


Sophia de Mello Breyner Andressen nasceu no Porto, no dia 6 de Novembro de 1919.

Tem origens dinamarquesas pelo seu avô paterno Jan Henrik Andresen, que veio ao Porto e nunca saiu da cidade.

Em 1946, casou-se com o jornalista, advogado e político Francisco Sousa Tavares. Deste casamento nasceram 5 filhos: uma professora, um jornalista e advogado (Miguel Sousa Tavares), um pintor e ceramista, uma terapeuta ocupacional e um outro filho.

Recebeu vários prémios ao longo da sua vida, sendo o mais ilustre o Prémio Camões (foi a primeira mulher a receber o prémio) recebido em 1999.

Criou vários contos infantis como A Menina do Mar, A Floresta e A Fada Oriana, e outros também conhecidos: O Cavaleiro da Dinamarca e O Rapaz de Bronze.

Foi também grande poeta. Os seus poemas sobre o mar foram colocados no Oceanário de Lisboa.

Morreu no dia 2 de Julho de 2004, com 84 anos, no Hospital da Cruz Vermelha.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Poema Semanal


Sol

O Sol tem calor
E é bem amarelado
Mas queima tudo o que vê
E fico tudo acinzentado

O Sol mata as árvores
Mata os animais e os seus abrigos
Faz escaldões no corpo dos meus amigos.

No entanto
É bonito de se ver um Sol bonito
Alegre e faminto
De dar luz à vida.



Poema original de: Tiago Freitas