quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Amália Rodrigues

Amália da Piedade Rebordão Rodrigues nasceu em Lisboa, no dia 23 de Julho de 1920. Foi fadista e actriz.

Várias pessoas chamam-na a Rainha do Fado.

Amália Rodrigues viveu, primeiro, com os pais e os irmãos em Lisboa. O seu pai não arranjava trabalho na capital e foi com o resto da família para o Fundão. A futura fadista ficou com os avós em Lisboa.

Desde muito cedo, Amália demonstrava já facetas de cantora. Era muito tímida, mas cantava para os avós e para os vizinhos. Cantava canções populares que ouvia ou que lhe pediam para cantar.

Aos 9 anos, vai para a escola por ordem da avó. Aos 12 anos, teve que abandonar os ensinos como normalmente acontecia aos meninos pobres. Começa a bordar, mas depressa vai embrulhar bolos.





Aos 14 anos decide ir viver com os pais, que voltavam a Lisboa. Mas Amália não vive tão bem como vivia na casa dos avós. Tanto ela como a mãe tinham que aturar o irmão mais velho, sempre muito autoritário.




Aos 15 anos vende fruta na zona do Cais da Rocha. Aí demonstra um grande timbre de voz.

Em 1936 frequentou a Marcha Popular de Alcântara. O maestro da marcha disse a Amália para entrar numa prova de descoberta de talentos chamado Concurso da Primavera, mas Amália não participou pois todas as outras concorrentes se recusavam a competir com ela.

Foi nessa altura que conheceu o seu futuro marido, Francisco da Cruz, um jovem guitarrista.

Em 1939, no Retiro da Severa, uma das maiores casas de fado da altura, Amália deu início à sua grande carreira. Começou também a cantar no Solar da Alegria e no Café Luso.

Começou então uma carreira de gigante. Por onde quer que passasse, Amália esgotava todas as lotações. Tornou-se a fadista mais bem paga de sempre.

Em 1940, Amália estreia-se no teatro na peça Ora Vai Tu, no teatro Maria Vitória.

Em 1943, Amália divorcia-se do seu marido. Nesse mesmo ano estreia-se fora de Portugal, em Madrid.



Em Setembro de 1944, vai para o Rio de Janeiro acompanhada pelo maestro Fernando de Freitas, para actuar no Casino Copacabana.

Em 1947, Amália estreia-se no cinema, entrando no filme Capas Negras, um dos filmes mais vistos em Portugal, que esteve em exibição 22 semanas.

Amália Rodrigues foi muito apoiada por grandes artistas como Almada Negreiros e António Ferro.

Amália começa a ser uma das fadistas mais internacionais, cantando em Trieste (Itália), Berna (Suécia), Paris (França) e Dublin (Irlanda).

Em Roma, Amália canta no Teatro Argentina sendo a única artista ligeira, no meio dos maiores artistas de música clássica.


Em Setembro de 1952, actua em Nova Iorque onde ficou 14 semanas em cartaz.

Em 1953, actua pela primeira vez na televisão, no canal americano NBC.

Ainda nos EUA, Amália grava o seu primeiro LP com o título Amalia Rodrigues Sings Fado From Portugal and Flamenco From Spain, lançado em 1954.

O seu Fado de Peniche é proibido por ser considerado um hino aos prisioneiros de Peniche.

Em 1966, volta aos Estados Unidos, actuando no Linoln Center, com o maestro Andre Kostelanetz. Esse mesmo espectáculo foi repetido no Hollywood Bowl.





No dia 6 de Outubro de 1999, Amália Rodrigues morre com 79 anos. Centenas de milhares de lisboetas vão prestar-lhe a última homenagem. Foi enterrada no Cemitério dos Prazeres, mas mais tarde, o seu corpo foi para o Panteão Nacional.

Amália Rodrigues representou o fado português no Rio de Janeiro, Paris, Nova Iorque, Roma, Tóquio, URSS, México, Londres e Madrid.






Em 2008, foi feito um filme sobre a fadista: Amália, o filme.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Miguel Sousa Tavares

Miguel Andressen de Sousa Tavares nasceu no dia 25 de Julho de 1952, no Porto.

É filho de Sophia de Mello Breyner Andressen, poetiza portuguesa, e do advogado Francisco Sousa Tavares.

É escritor, jornalista e colabora com a TVI, jornal Expresso e A Bola.

Em 2001 publicou Anos perdidos e Não te deixarei Morrer, David Crockett.

A sua maior publicação foi Equador, um romance histórico que foi best-seller em Portugal durante 2004 e 2005 e que foi aproveitado para uma recente telenovela da TVI.

Em 2007, Miguel Sousa Tavares escreveu o seu segundo romance Rio das Flores.

Miguel Sousa Tavares é fumador e protege o direito dos fumadores. Ele próprio diz que os aviões deviam ter lugares destinados aos fumadores. É contra a lei do governo que diz que só se pode fumar em locais com mais de 100 metros quadrados.

Sousa Tavares foi acusado de plágio pelo blog freedomtocopy. Sousa Tavares diz "um dos suspeitos é bloguista do Bloco de Esquerda que gosta de pôr coisas anónimas, por uma questão de traumas pessoais, e o outro é um escritor falhado e invejoso, cuja produção literária consiste em destruir os outros". O livro de Sousa Tavares Equador foi comparado com Cette nuit la liberté de Dominique Lapierre e Larry Collins.

Obras:

  • Rio das Flores, Oficina do Livro, 2007
  • O Planeta Branco, Oficina do Livro, 2005
  • O Segredo do Rio, Oficina do Livro, 2004
  • Sul, Viagens, Oficina do Livro, 2004
  • Equador, Oficina do Livro, 2003
  • Anos Perdidos, Oficina do Livro, 2001
  • Não te deixarei Morrer, David Crockett, Oficina do Livro, 2001











Poema semanal

Pinga, Pinga


Pinga, pinga
Esta chuva
Quando irá
Ela parar.
Esta pinga
Que caiu
Quando irá
Ela secar.

Chove, chove
Água molhada
Molha-nos todos
Sem parar.
Aquele ali
Ficou molhado
Como irá
Ele secar.


Brilha Sol brilhante
No meio do céu
Em que se vai
Transformar?
Um arco-íris
Ali no céu
Apareceu do nada
Para nos vir iluminar!


Poema original de: Sbasti

domingo, 28 de dezembro de 2008

Manoel de Oliveira

Manoel de Oliveira nasceu no Porto, a 11 de Dezembro de 1908.

Manoel de Oliveira tem já 100 anos, sendo o cineasta mais velho do Mundo ainda activo.

É filho do primeiro fabricante de lâmpadas em Portugal, Francisco José de Oliveira.

A sua primeira curta-metragem, em 1931, foi Douro, Faina Fluvial, filme inspirado no documentário de Walther Ruttmann, Berlim, Sinfonia de uma cidade.

Em 1942, produziu Aniki-Bobó, e em 1956 fez O Pintor e a Cidade.

Os filmes mais marcantes de Manoel de Oliveira foram O Acto da Primavera e A Caça.




Luís Miguel Cintra, Leonor Silveira, Diogo Dória e Ricardo Trepa (este último neto do cineasta) são os actores que mais entram nos seus filmes.


No dia do seu centésimo aniversário, Manoel de Oliveira foi condecorado pelo presidente da República.



Mesmo com 100 anos, Manoel de Oliveira continua de boa saúde e a fazer filmes.





sábado, 27 de dezembro de 2008

Vasco da Gama


Vasco da Gama era filho do alcaide-mor de Sines (cidade onde nasceu, a 1469), Estevão Gama.

O rei D. Manuel I confiou a Vasco da Gama uma frota com 150 homens para viajar até à Índia por mar, sonho de D. João II.

A 8 de Julho de 1497, Vasco da Gama partiu no rio Tejo. E a 2 de de Março de 1998 chegou finalmente à Índia por mar.

A 1499, Vasco da Gama chegou a Lisboa um mês depois dos seus companheiros, pois o capitão teve que enterrar o seu irmão Paulo da Gama nos Açores, pois este adoeceu.

Vasco da Gama voltou à Índia mais duas vezes, em 1502 e 1524. Esta última data foi a do seu falecimento, em Cochim. Está sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Eça de Queirós

José Maria de Eça de Queirós foi escritor durante o séc. XIX.

Eça de Queirós era filho de José Maria Teixeira de Queirós. Foi baptizado "filho natural de José Maria d'Almeida de Teixeira de Queiroz e de Mãe incógnita". Este baptismo deve-se ao facto da mulher do pai de Eça de Queirós se ter casado com José Maria Teixeira Queirós quando o futuro escitor tinha já 4 anos.

Eça nasceu na Póvoa do Varzim, numa pequena casa.

Com 16 anos, Eça foi para a Universidade de Coimbra, onde estudou direito. Também em Coimbra, Eça conheceu o escritor Antero de Quental.

Durante 1869 e 1870, Eça viajou pelo Egipto, terra onde se inspirou para escrever o livro O Mistério da Estrada de Sintra em 1870 e em 1887, escreveu A Relíquia.

Em Leiria, escreveu uma das suas maiores novelas realistas O Crime do Padre Amaro.

Eça de Queirós passou vário tempo em Inglaterra, mais percisamente em Newcastle e Bristol, como consûl de Portugal, onde escreveu Os Maias, O Mandarim e A Capital (a última obra foi terminada pelo filho).

O último livro de Eça de Queirós foi A Ilustre Casa de Ramires.



Murreu em Paris, a 1900.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal Universal


Feliz Natal - português
Feliz Navidad - espanhol
Joyeux Nöel - francês
Merry Christmas - inglês
Buon Natale - italiano
Vrolijk kerstfeest - holandês
Frohe Weihnachten - alemão
Καλά Χριστούγεννα - grego
З Різдвом - ucraniano
God jul - sueco
Wesołych Świąt - polaco
С Рождеством - russo
árabe (os árabes escrevem da direita para a esquerda) - عيد ميلاد مجيد
聖誕快樂 - chinês
क्रिसमस की शुभकामनाएँ - hindu
メリークリスマス - japonês

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões nasceu por volta de 1524 e 1525, em local também desconhecido.






Supõe-se que a sua família tem origens galegas e que terá vivido em Chaves, e, mais tarde, em Coimbra ou em Lisboa.

Frequentemente, pensa-se que terá nascido em Alenquer, devido a um dos seus versos "[…] / Criou-me Portugal na verde e cara / pátria minha Alenquer […]".

O pai de Camões foi Simão Vaz de Camões e a sua mãe Ana de Sá e Macedo. Diz-se também que, por via paterna, Camões é trineto do trovador galego Vasco Pires de Camões.

Luís de Camões partiu para a Índia a 24 de Março de 1553, juntando-se ao vice-rei D. Afonso de Noronha.

Em 1556, partiu para Macau, onde viveu numa gruta e onde terá escrito maior parte d'Os Lusíadas. Naufragou no rio Mekong, onde salvou heroicamente a sua obra.

Camões recitou a sua obra, Os Lusíadas, a D. Sebastião. Os versos de Camões falavam, especialmente, dos descobrimentos portugueses, narrando as viagens de Vasco da Gama e de outros descobridores. Todos aqueles versos influenciaram D. Sebastião a viajar até ao Norte de África.



A primeira estrofe é: As armas e os barões assinalados
Que, da ocidental praia lusitana,
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo reino, que tanto sublimaram.






Faleceu por volta de 1580, em Lisboa. Os seus restos mortais encontram-se no Mosteiro dos Jerónimos.











terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Poema semanal

A Natureza também Sofre

Se as árvores falassem
Pediam misericórdia aos lenhadores.
Se as águas falassem
Pediriam ao Homem para não lhes provocar dores.

As nuvens têm gripe
E as terras são espezinhadas
Aquelas poluições assassinas
Transformam as rosas tão rosadas
Mais negras que as as florestas queimadas

Fumo no ar
Papel na terra
E florestas a sofrer

Só no paraíso
Se encontra a pureza
Ponho agora fim à vida
Para ver um Mundo com Beleza.

Poema Original de: Sbasti

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

D. Afonso Henriques "O Conquistador"






D. Afonso Henriques terá nascido por volta de 1109, cujo local é também desconhecido (pensa-se que terá nascido em Guimarães).






Era filho do Conde Henrique (daí o apelido, pois Henriques significa filho de Henrique), que governava o Condado Portucalense, e de D. Teresa.






D. Afonso foi entregue aos cuidados de Egas Moniz, quando tinha três anos, pois o seu pai tinha falecido. D. Egas Moniz ensinou D. Afonso a lutar, e o príncipe armou-se cavaleiro sem mais nem menos.








D. Afonso lutou contra a mãe para garantir a independência do condado, vencendo-a e garantido o sonho de seu pai.
























D. Afonso lutou igualmente com o rei de Castela, homem a quem tinha prestado obediência. D. Egas Moniz mostrou-se firme a essa obediência e entregou-se, juntamente com a sua família, ao rei de Castela. D. Afonso VII (o rei de Castela) ao ver tanta lealdade, deixou Egas Moniz partir.














D. Afonso proclamou-se rei de Portugal em 1139, mas o reino de Castela e Leão só reconheceu o reino independente em 1143, data do Tratado de Zamora.


O Papa Alexandre III só reconheceu D. Afonso Henriques como rei em 1179.

















D. Afonso morreu em 1185, devido também a sua perna partida, e está sepultado no Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.
Porquê o cognome?
D. Afonso Henriqures foi um grande conquistador. Conquistou maior parte do território português actual. Daí o cognome "O Conquistador"

Bem Vindos


Bem Vindos ao meu blog. Espero que cá venham muitas vezes e gostem.